sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Valença-Santiago 2015 dia 4.

Hoje foi o ultimo dia da nossa terceira aventura por terras galegas, foi rápido que lá chegamos. Como sempre, depois do pequeno almoço e de entregar os cobertores ao Pepe, partimos de Padrón as 08:25, sabíamos que a etapa era curta e logo começamos a por ritmo na pedalada, mas ao fim de um horita e já no meio do caminho a Ana estava com dor de cabeça e o cansaço acumulado não a deixou ter a disponibilidade física que teve ontem. Nesta etapa não fizemos paragens foi sempre a rolar até Santiago, nem em Teo parámos, tivemos duas pequeníssimas pausas para comer algo que já trazíamos connosco e nada mais. O transito foi um grande inimigo pois nas vezes que nos cruzamos com a nacional demoramos algum tempo a passar para o outro lado já que os carros passam sempre a abrir, mas o segmento que liga Padrón a Santiago é óptimo para desfrutar da bicicleta pois tem desde descidas mais técnicas, zigzags por ruas antigas bem apertadas rampas com muita pedra solta bom tudo o que se quer para terminar em beleza.
  As 11:15 chegamos a Santiago, fomos fazer a foto da praxe, ainda tivemos tempo para responder a um inquérito acerca da cidade e do caminho. De seguida fomos almoçar, depois de termos a barriga confortada compramos uns sovenirs para mais tarde ficarem a apanhar pó.
  Após esta visita relâmpago, fomos para a estação, e depois da confusão do costume por causa das bicicletas, la conseguimos apanhar o comboio para Vigo mas sem a certeza de que podíamos levar as nossas meninas no comboio que íamos apanhar até Valença. Durante a viagem até Vigo o "pica" revelou se a pessoa mais prestável do mundo e esclareceu-nos de que não havia problema com as bikes na viagem de Vigo a Valença ao contrario do que nos tinham dito em Santiago no balcão de venda.
  Por fim lá chegamos a Valença mais uma vez com a sensação de missão cumprida e de querer voltar. Esta ida a Santiago só com a Ana foi uma experiência diferente, mais soft e mais captadora da essência do património cultural e natural do caminho. Para a Ana foi uma vitória pois a lesão no ombro está ultrapassada e a prova disso foram estes dias sem uma única dor, e o facto de ela ter desfrutado da experiência sem o sofrimento dos anos anteriores.
   Espero daqui a algum tempo voltar ao blog para contar uma quarta viagem, por agora é tudo e aqueles que estão a pensar fazer o caminho brevemente " Bon Camino".

By:André Leal

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Valença- Santiago 2015 dia 3.

Dia 3, hoje acordámos as 7 da manhã, tomámos o pequeno almoço e as 08 e 30, estávamos a sair do albergue de Pontevedra para iniciar a mais longa das quatro etapas, hoje foram 43 quilómetros que ligaram Pontevedra a Padròn.
   O ritmo da primeira hora foi bem superior ao dos dias anteriores ainda antes das 10 estávamos já em Barro a beber um cafezito e a por o primeiro carimbo do dia, surpreendeu-me a Ana ter aguentado bem o ritmo e não mostrar sinais de cansaço. De Barro seguimos até Caldas de Rey onde parámos na cervejaria "5 Jotas" para beber uma jola e pôr mais carimbos, pela primeira vez apanhámos chuva quase na totalidade da etapa ainda que fosse chuva molha tolos.  Saimos de Caldas e só já paramos em Padròn a Ana estava bem e com energia foi sempre a rolar,  deu para disfrutar das lombas na mata entre Valga e Pontecesures.
  Chegámos a Padròn as 13 e 15, fomos tomar um banho e depois almoçar, hoje nao deu para geocaching pois Padròn tem poucas e a chuva também nao era muito apetecível.  Depois antes de jantar fomos fazer a tradicional visita ao Don Pepe, que muito gentilmente nos disponibilizou cobertores já que este albergue também não tem.
 Agora é hora de ir descansar amanhã é a etapa final até Santiago e vai ser sempre a abrir.
 
                Nós e o Pepe
             
By: André Leal

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Valença-Santiago 2015 Dia 2

Ora vamos lá fazer o apanhado geral do dia de hoje, depois da barriga conformada com o pequeno almoço veio a hora de partir, as 8 e 40 saimos de Redondela, sabendo que ia ser uma etapa bem curta 19 quilómetros até Pontevedra mas com duas subidas duritas Sotomayor e Pontesampaio. Saimos nas calmas como sempre e fizemos a primeira paragem para pousar para a camara no fim da primeira subida, pois agora tem lá um sitio digno de ser apreciado, uma colecção de Compostelas deixadas por vários peregrinos do mundo. Mais à frente parámos antes de Pontesampaio para beber o cafezito e carimbar a credencial, em Pontesampaio fotografamos a paisagem e massacramos as pernas pelos ziguezagues a pique que nos levam Vila fora até a estrada romana.
 Chegados a via XIX fomos ao encontro do primeiros troços intransitaveis,  muita rocha húmida e coberta de musgo ai desmontamos e passamos essa parte em segurança. Iniciámos depois a descida que soube tão bem, até a capela de Santa Marta onde fomos pôr mais um carimbo e aproveitamos para mais umas fotos pois é um local muito bonito, dito isto a nossa etapa ja estava no fim, estávamos já às portas de Pontevedra.  Chegámos as 11 e 40 o Albergue ainda se encontrava fechado fomos ao "la Piedra" beber um chazinho que soube tao bem para aquecer a alma.
  Depois de instalados no albergue foi hora do almoço e de ir fazer umas caches pela magnífica cidade de Pontevedra. O São Pedro tem sido amigo pois apesar de o sol não aparecer a chuva também nao cai. Amanhã vem a etapa mais longa que nos vai levar até Padròn, estamos impecáveis também não era para menos visto que estamos a fazer etapas muito curtas e a um ritmo acessível para a Ana.
 
                  As Lembranças de quem por                     aqui passa.

E agora? 
By: André Leal





Valença- Santiago 2015 dia 1.

Depois de uma noite mal dormida devido ao frio que estava no albergue de Valença, tomámos o pequeno almoço e as 7 e 40 estavamos a partir. Assim que passámos a ponte paramos em Tui para o primeiro carimbo. O tempo esteve sempre muito nublado e quando entramos na mata das Febres começou a chover, mas o São Pedro foi amigo e apenas nos deu 20 minutos de chuva nesta etapa.
  Depois das paragens obrigatórias em Porriño e no "Alpendre" a meio da subida de Mos, iniciámos a descida final até Redondela. Chegados ao Albergue e volto a dizer que este é provavelmente um dos melhores albergues que o caminho Português tem, o único defeito que posso apontar é o de não terem cobertores, tomámos um banho e fomos almoçar.  Após o almoço fomos fazer umas caches o que nos levou a conhecer um sítio fantástico, o estuário de Redondela.
 Etapa rápida é pouco desgastante onde fomos tirando umas fotos e disfrutando da paisagem.
           
                  Redondela

By:André Leal

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Valença-Santiago 2015, dia 0...

Dia 0, foi hoje preparativos finais e a viagem até Valença local do qual vamos partir amanhã cedo rumo a Redondela.  Chegámos por volta das 18 horas,  e fomos logo comprar o pequeno almoço para amanhã.  Depois de chegar ao Albergue percebemos logo que iamos ficar com o local por nossa conta visto que nesta altura do ano nao há muita gente a fazer o caminho,  ainda assim ontem e sábado sairam dois grupos os quais esperamos alcançar visto que vamos de bike.
 Ontem na fase de começar a fazer a mala, mudamos de ideias e resolvemos vir de Bicicleta pois o objectivo principal desta aventura é disfrutar dos locais e das paisagens que vamos encontrar pelo caminho.  O planeamento foi feito para a viagem se realizar em 4 dias, pois era para ser a pé mas visto o tempo que vai estar e visto que o objectivo é aproveitar o melhor que a Galiza tem vamos manter o planeamento mas vamos de bike o que nos faz ficar com mais tempo e menos fatigados e desta forma podemos conhecer melhor os locais por onde vamos pernoitar.  A isto vamos juntar um pouco de geocaching e se  tudo correr bem esta terceira ida a Santiago só terá mesmo a chuva como ponto negativo.
  Está tudo apostos agora é tempo de ir descansar porque amanhã é para levantar cedinho.
   
             Las poderosas.

By: André Leal

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Porto-Santiago em bicicleta... Dia 4

É chegado o derradeiro dia, ultima etapa Pontevedra-Santiago de Compostela, como já vinha sendo habitual as 8 em ponto estávamos a tirar a foto de despedida do Albergue e a partir para o último dia de aventura. Foi um dia soft o terreno não teve muita inclinação, mas parte da equipa já estava tão fatigada que em muitos pontos fizemos um desvio do caminho e fomos pela nacional até porque as dores ja eram tantas que a trepidação incomodava e muito.
  Mais uma vez na passagem por Padrón apanhamos a feira e ai tivemos de desmontar e atravessar a feira com as bicicletas a mão, no ano transacto não tive oportunidade de ver a igreja de Padrón que tem um pormenor bastante interessante, quando o caudal do rio sobe a agua sobe dentro da igreja por uma espécie de passagem que está perto do altar. Pela primeira vez entrei num sitio mítico para quem faz o caminho português, a " Cafetaria Don PEPE II" onde conhecemos o Pepe, um senhor muito simpático, que faz questão de tirar uma foto com todos os peregrinos que por lá passam, bebemos umas cervejas tiramos umas fotos almoçamos e partimos para a recta final da nossa viagem.
  Passamos por Teo mas desta vez não tive oportunidade de ir comer uns bocadilhos, mas ainda assim fizemos lá uma ultima paragem antes de chegarmos a Santiago. A 3 quilómetros do fim a ultima desventura deste ano, a queda da Ana para as silvas, mas nem isso a impediu de lá chegar e completar o caminho pela primeira vez.
  Santiago estava lá como sempre com a sua imponente catedral e ao chegarmos temos sempre aquela sensação de desafio cumprido, tiramos a foto da praxe, e la fomos para o Mundoalbergue que mais uma vez nos acolheu muito bem.
  Esta aventura correu bem melhor que a primeira, a isto se deve em primeiro lugar o sol fantástico que esteve, e o pouco peso que levamos connosco. No dia seguinte pensávamos que tínhamos tudo controlado para um regresso tranquilo, mas não não houve problema em transportar as bicicletas até Vigo pois viemos de comboio mas depois de autocarro até ao Porto foi um verdadeiro filme, mesmo tendo ligado previamente para saber se as bikes podiam ser transportadas, quando chegamos a estação de camionagem de Vigo parecia que o condutor do autocarro trabalhava para uma empresa diferente da mulher que nos deu a informação. Chegados a Vigo tínhamos a certeza que as bicicletas podiam ir no autocarro pois tínhamos telefonado para a empresa onde íamos viajar a confirmar, mas chegados ao autocarro foi difícil convencer o condutor a levar as bike, mas com muita paciência lá conseguimos .
                                                 Pelotão Chegado a meta.

By: André Leal

Porto-Santiago em bicicleta...Dia 3

Depois do repouso, notamos que a Labruja tinha deixado marcas profundas na aptidão física da "equipa", os nossos outsiders do BTT estavam arrasados a Ana também já tinha tido melhores dias, só eu e o Fábio nos encontrávamos em perfeitas condições também não seria para menos, pois o BTT é nosso maior hobby. Mas com coragem encaramos esta terceira etapa, não seria muito dura mas também não era soft.
 8 da manhã estávamos a partir, e chegados a Tui, lá  demoramos algum tempo pois este já era um dos locais em que tínhamos passado no ano anterior e já sabíamos onde queríamos ir recolher carimbos, continuamos passamos a subida de Mós com distinção e chegamos a Redondela onde tomamos uma espécie de almoço. Forças restabelecidas, retomamos a viagem a um ritmo bem mais soft pois as forças já estavam no vermelho, lá acabamos por chegar ao albergue de Pontevedra. Mais uma vez apanhamos o albergue a pinha e infelizmente tivemos de lidar com malta que não sabe estar, apesar de não ter sido nada connosco a falta de respeito incomoda sempre. Fomos dar uma volta pela cidade jantar e voltamos para o descanso. Antes da saída para o jantar o Fábio fez amizade com um senhor que parecia um Guru das massagens, quando voltamos estivemos na conversa com o homem e ainda houve quem tivesse direito as massagens.
   Fomos descansar pois no dia a seguir tínhamos de chegar a Santiago e apesar de ser a parte do percurso mais soft o corpo já dava sinais de cansaço e cada hora de repouso seria preciosa para o dia seguinte.

                                   Arrecadação do Albergue de Pontevedra
  By: André Leal

Porto-Santiago em bicicleta... Dia 2

Nesta segunda aventura para Santiago, começou se um tradição que se espera não voltar a repetir em futuras idas, "a maldição do segundo dia", já esperávamos que esta que etapa de Tamel a Valença fosse a mais dura, já tínhamos lido relatos da Labruja , mas só quando se esta no terreno é que temos a real noção das dificuldades.
  Partimos as 8 da manhã tal como no primeiro dia, e o mesmo  começou logo com peripécias menos boas, o Fábio partiu o suporte no qual levava a mochila ainda antes de chegarmos a Ponte de Lima, lá encontrou uma oficina por fim resolveu provisoriamente o problema até Valença. Continuamos e fizemos uma paragem em Ponte de Lima para tirar umas fotos e recolher uns carimbos, reforçamos as energias com umas barritas de cereais, e fomos a guerra que nos separava de Valença  a Labruja.
  Chegados ao sopé da subida lá fomos nós alguns desceram da bike e começaram o percurso com ela á mão, subimos, subimos,fizemos uma pausa e continuamos a subir, parecia nunca mais ter fim, até que o caminho ficou completamente intransitável e perigoso até para quem fosse a pé, alguém nos tinha informado que quando encontrássemos uma cruz de pedra no caminho ai seria o fim da subida. Depois de chegar a cruz deixei lá a bicicleta e voltei para ajudar o pessoal que estava com mais dificuldades levando a bike para cima, chegamos a cruz fizemos uma foto de grupo todos contentes e continuamos, após a primeira curva demos com mais um ou dois quilómetros de subida intransitável ficamos desanimados mas nada de desistências, com muito esforço la chegamos todos ao fim da subida e depois foram uns bons quilómetros sempre a descer.  Antes de chegarmos a Valença paramos no meio do nada para almoçar, ou melhor um senhor fez uma espécie de barraquita de comes e bebes e assim ganha uns trocos com os peregrinos, para nós foi como um oásis no deserto. Após uns quilómetros estávamos em Valença.
  Fomos ao albergue tratar da nossa estadia, depois fomos dar um passeio e apreciar a beleza do forte de Valença do Minho, e estava concluído aquele que foi o dia mais duro da nossa aventura.

                                         Albergue de Valença

  By: André Leal

Porto-Santiago em bicicleta... Dia 1

Primeiro dia da nossa aventura foi um dia que correu muito bem, saímos as 8 da manhã do Porto com destino a Barcelos, toda a gente ia animada e fresca pois a vantagem da Bicicleta reflectiu-se na rapidez e na possibilidade de descanso a progredir pois as descidas dá sempre para ir descansando.
  Já as portas de Barcelos, paramos para ir almoçar no restaurante "Pedra Furada", antes de procedermos ao almoço fomos a pedra furada ver se algum de nós conseguia passar pelo buraco da pedra sem lhe tocar, claro que ninguém conseguiu.
 Depois de almoço chegamos a Barcelos, e ai fomos para o centro histórico onde bebemos umas cervejas que souberam muito bem, e decidimos prolongar a etapa até ao albergue de Tamel, que se situava uns quilómetros a frente, depois de uma subidinha puxadinha lá chegamos o albergue. Chegados ao Albergue, confirmamos o que já era expectável, o albergue estava cheio de ciclistas e foi por um triz que não tivemos de fazer mais uns quilómetros até outro albergue mais a frente. Durante o dia tínhamos cursado caminho com vários ciclistas que devem ter aproveitado o fim de semana grande do 1º de Maio para fazerem o caminho.
  Fomos descansar pois pela frente na segunda etapa tínhamos a temida  Labruja pela frente. As impressões deste primeiro dia foram positivas até porque fizemos uns quilómetros a mais, visto que prolongamos a etapa, os nosso dois novatos estavam um pouco agastados mas com vontade, notamos logo a diferença em relação ao peso que carregávamos no ano passado, mochilas de 20L que provaram ser mais que suficientes.

                                                  Foto de pelotão em Barcelos
By: André Leal

Porto-Santiago em bicicleta... Dia 0

No ano passado decidimos fazer o caminho de bicicleta, e aos três resistentes do ano 2013, eu a Ana e o Fábio, e a nós juntaram-se na aventura dois outsiders do mundo das duas rodas o Rui e a Isabel. Confiantes que a experiência do ano anterior seria a bagagem mais importante que iríamos levar connosco planeamos tudo e partimos, desta vez até o São Pedro ajudou.
    Chegamos ao Porto e ficamos num Albergue, que a nível de condições não era de todo aquilo a que estávamos habituados, mas depois de contactar o responsável pelo sitio ele lá apareceu um pouco atrasado, e depois de abrir as portas ainda ficámos mais desiludidos o espaço era um sitio pouco tratado e apenas tinha as condições básicas para dormir uma boa noite de sono. Depois de dois dedos de converso percebemos que os responsáveis pelo Albergue era duas pessoas com grande experiência nestas aventuras do caminho, e que aquele Albergue era sustentado com donativos e cada dava o que entendia após a estadia. A cereja deste dia 0 foi o fantástico carimbo do albergue, que o senhor fazia questão de desenhar com toda a dedicação nas nossas cadernetas, só por isso e pela simpatia valeu muito a pena ficar neste albergue.
  Antes de ir dormir fizemos uns ajustes nas maquina pois esperavam nos 4 dias sempre a pedalar até Santiago.
                                                     Carimbo do Albergue do Porto
By :André Leal

2013 a primeira vez... 4º dia

Após uma noite bem dormida e de um pequeno almoço para recarregar energias fomos completar o passeio por Santiago de Compostela que havíamos iniciado na tarde anterior. As 11 da manhã o Fábio e a Diana chegaram e finalmente pudemos voltar a reunir o grupo, mais umas fotos e uma visita ao interior da catedral, em seguida fomos buscar a nossa Compostela. 
  A Compostela é o diploma que é dado na oficina do peregrino, após a conclusão do caminho, e a credencial serve como comprovativo de que o mesmo foi feito. 
  Por volta das 15 partimos de regresso a Valença , apanhamos o comboio para Vigo e de lá fomos de autocarro até ao ponto de partida.
   Concluída esta aventura foi hora de tirar conclusões para no futuro melhorar a experiência, e é na sequência desta aventura, que chegámos à conclusão que levamos roupas a mais e utensílios que não foram usados como é o caso dos sacos cama. O conselho que damos a quem quer fazer os caminhos de Santiago é o de levar o mínimo possível de bagagem atrás, pois todo o peso que vai a mais multiplica-se a cada quilometro. Vejam o estado do tempo previamente e tentem estar sempre a par do mesmo durante o percurso, se forem em tempo de chuva muito cuidado com o que levam calçado pois uma caminhada com os pés molhados é a morte do artista. Não tentem etapas muito longas como foi o nosso caso, porque para além de ter sido mais desgastante não podemos apreciar devidamente os sitio maravilhosos por onde passámos.
                                              
                                           Credenciais


Carimbos 

By: André Leal

2013 a primeira vez... 3º dia.

Finalmente chegamos ao tão aguardado dia da chegada a Santiago, logo cedo por volta das 6 da manhã fomos levar a Ana ao sitio onde ela iria apanhar o autocarro até a meta uma vez que a entorse a tinha tirado de jogo. Visto isto conseguimos aliviar algum peso das mochilas pois a Ana levou algumas das nossas coisas com ela no autocarro e finalmente partimos para a última etapa.
 Logo pela manhã ainda antes do almoço perdi mais dois companheiros de viagem, visto que eles estavam muito fatigados e decidiram partir esta etapa em duas, depois de conversarmos eles acabaram por ficar em Padrón e eu fui ter com a Ana a Santiago, pois para além de ela já se encontrar por lá a apreciar os encantos da catedral tinha deixado a sua credencial do peregrino comigo e logo eu tinha de lá chegar nesse dia pois sem a devida credencial não poderia dormir no Albergue.
  Após deixar o Fábio e a Diana em Padrón, sitio onde me perdi do caminho pois uma enorme feira decorria por essa altura e deixei de ver as setas, mas ao fim de um bocado lá me voltei a localizar, prossegui até Teo onde tive mostras da grande simpatia dos Galegos, entrei num café "Casa Touceda" onde parei para me refrescar com uma cerveja e o senhor teve a gentileza de me oferecer aquilo a que ele chamou de bocadinhos, estavam óptimos.
  Os últimos quilómetros desviei-me do caminho e fui pela estrada pois eram menos 4 quilómetros e já estava tão fatigado que o meu maior desejo era mesmo chegar e descansar. Pelo caminho recebi noticias das espanholas, a minha namorada encontrou-as no autocarro para Santiago, e pelos vistos elas estavam a fazer uma peregrinação mais soft meio a pé meio de autocarro. De Teo até quase chegar a Santiago a chuva voltou para mal da minha saúde.
  As 16 e 30 cheguei a catedral, e depois de uma série de desencontros la encontrei a Ana, tirei a foto da praxe com a catedral como pano de fundo e fomos para o Mundo Albergue que é o mais próximo do centro.

 Vista do Albergue
   By: André Leal

2013 a primeira vez... 2º dia

No segundo dia, é de referir que a expressão "não sabes o que te espera" teve toda a razão de ser, não só foi a mais dura das três etapas como também a que mais tempo demorou e mais peripécias teve pelo caminho. Saímos as  6 da manhã depois do pequeno almoço, o tempo tinha melhorado um pouco e previa-se um dia mais acessível de acordo com o nosso planeamento, la fomos nós e a primeira desventura desse dia deu-se logo ainda antes de chegarmos a Pontevedra, a minha namorada fez uma entorse no pé direito, paramos ainda antes de chegar ao almoço depois de aplicar umas pomadas e de ligar o pé eu passei a carregar duas mochilas e ela lá foi a muito custo até ao ponto onde íamos almoçar.
  Em Pontevedra almoçamos junto do albergue, a minha namorada ponderou que a melhor solução fosse ir de autocarro, mas como pensávamos que a tarde se ia resumir a mais duas ou três horas a caminhar e ela pensou que podia ao menos concluir esta etapa.
  Após o almoço partimos e fizemos a primeira paragem em Barro numa espécie de Taberna muito gira, onde descansamos mais um pouco e recolhemos carimbos, e perguntamos quanto faltaria para Pontevedra, lá informaram que dentro de 6 quilómetros chegaríamos. Lá partimos nós novamente e pelo caminho fomos abordados por um ciclista Galego embriagado que não parava de dizer que a senhora do café nos tinha enganado em relação à distância que faltava, e tinha razão.
 Depois de muito esforço devido a entorse da minha namorada, eram perto das nove da noite quando chegamos ao conforto do albergue, onde fomos muito bem recebidos, e até fomos depois beber um copo ao bar 5 Jotas que era mesmo ao lado e era onde trabalhava o rapaz do albergue. Nesse dia reparamos em algo estranho, 4 raparigas espanholas que tínhamos encontrado pelo caminho, estavam bem frescas, e  teriam ficado a descansar enquanto a gente prosseguiu, no entanto chegaram quase a seguir ao albergue.
  A conclusão desse dia foi algo penosa pois tivemos a nossa primeira desistência devido a uma entorse, mas apesar de tudo foi um dia em que admiramos as melhores paisagens da Galiza.



 By:André Leal

2013 a primeira vez... Dia 1

A minha primeira aventura pelos caminhos de Santiago, remonta a Pascoa de 2013. Na altura juntamente com a minha namorada e dois amigos, preparamos tudo e partimos para o desafio. Dia 28 de Março partimos de Valença, para a primeira etapa de três, que terminou em Redondela. Logo neste primeiro dia começamos a ver os erros que tínhamos cometido enquanto principiantes destas andanças, as mochilas de 45L eram um exagero pois como oferecem muito espaço fazem com que a tentação de levar tudo a traz seja grande, e depois de uns quilómetros vimos que tudo ia ser bem mais duro que o planeado. 
  O tempo chuvoso não ajudou em nada, e tal como já disse no paragrafo anterior ser principiante e estar mal preparado torna tudo mais difícil, a chuva foi um inimigo implacável, pois para alem de estarmos pouco preparados para ela, a certa altura demos com o percurso completamente inundado numa altura de agua acima dos joelhos. Depois da agua vieram os efeitos da mesma caminhar com os pés ensopados... nem é preciso dizer mais nada. 
   Chegados a Porriño por volta das duas da tarde, apanhamos um grupo já experiente e que tinha sido capaz de contornar o obstáculo da agua  e ficou a assistir a nossa aventura, fomos logo apelidados de o "Grupo da agua", em seguida após o almoço partimos em direcção ao destino desse primeiro dia Redondela. A chuva deu uma pequena trégua, e após a subida de Mós la acabamos por chegar ao albergue de Redondela, que diga se de passagem é um dos melhores albergues do caminho Português.
  Este primeiro dia ficou sem duvida marcado pela chuva, e começamos a ter uma visão mais realista da dificuldade do caminho visto que subestimamos a sua dureza, um conselho para os que vão pela primeira vez, tentem fazer intervalos de 15 minutos de descanso regularmente aproveitem e vão "sacar uns carimbos" ajuda a descontrair e a repor energias.
    Depois de nos termos acomodado no Albergue antes do banho uma boa série de alongamentos é sempre parte importante da recuperação.

Esta é sem duvida a imagem de marca deste primeiro dia.


By: André Leal