Nesta segunda aventura para Santiago, começou se um tradição que se espera não voltar a repetir em futuras idas, "a maldição do segundo dia", já esperávamos que esta que etapa de Tamel a Valença fosse a mais dura, já tínhamos lido relatos da Labruja , mas só quando se esta no terreno é que temos a real noção das dificuldades.
Partimos as 8 da manhã tal como no primeiro dia, e o mesmo começou logo com peripécias menos boas, o Fábio partiu o suporte no qual levava a mochila ainda antes de chegarmos a Ponte de Lima, lá encontrou uma oficina por fim resolveu provisoriamente o problema até Valença. Continuamos e fizemos uma paragem em Ponte de Lima para tirar umas fotos e recolher uns carimbos, reforçamos as energias com umas barritas de cereais, e fomos a guerra que nos separava de Valença a Labruja.
Chegados ao sopé da subida lá fomos nós alguns desceram da bike e começaram o percurso com ela á mão, subimos, subimos,fizemos uma pausa e continuamos a subir, parecia nunca mais ter fim, até que o caminho ficou completamente intransitável e perigoso até para quem fosse a pé, alguém nos tinha informado que quando encontrássemos uma cruz de pedra no caminho ai seria o fim da subida. Depois de chegar a cruz deixei lá a bicicleta e voltei para ajudar o pessoal que estava com mais dificuldades levando a bike para cima, chegamos a cruz fizemos uma foto de grupo todos contentes e continuamos, após a primeira curva demos com mais um ou dois quilómetros de subida intransitável ficamos desanimados mas nada de desistências, com muito esforço la chegamos todos ao fim da subida e depois foram uns bons quilómetros sempre a descer. Antes de chegarmos a Valença paramos no meio do nada para almoçar, ou melhor um senhor fez uma espécie de barraquita de comes e bebes e assim ganha uns trocos com os peregrinos, para nós foi como um oásis no deserto. Após uns quilómetros estávamos em Valença.
Fomos ao albergue tratar da nossa estadia, depois fomos dar um passeio e apreciar a beleza do forte de Valença do Minho, e estava concluído aquele que foi o dia mais duro da nossa aventura.
Albergue de Valença
By: André Leal
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